A mostra “Zona Livre 4” contou com a exibição de três filmes: Haze, Influenza e Vibroboy. Na saída da sessão, Bruno Viana começava a Hora Extra com sua engrenagem cinematográfica.
Os filmes exibidos na sessão das 17 horas da Usina do Gasômetro de quarta-feira (21) são produções do Japão, Coréia do Sul e França.
Haze foi o primeiro da lista e contagiou o público com a sua agonia. Na tentativa de sair de um suposto labirinto onde era quase impossível mover-se, o ator depara com obstáculos torturantes. Claustrofóbico e agonizante.
Influenza usa câmeras de segurança da Coréia do Sul para mostrar o que antecedeu com um homem que tenta pular da ponte do Rio Han. Ele passa por banheiro, metrô, lixo, caixas eletrônicos e estacionamento sempre aplicando truques na tentativa de se dar bem. Quando entra no banco com a sua companheira, ambos armados para supostamente assaltar, são presenteados com dinheiro por ser o cliente número 1000 da agência.
O francês Vibroboy mostra o travesti francesca que presenteia sua vizinha de trailer, Brigittie, com uma estátua asteca. Leon, que não consegue controlar seus atos de euforia, raiva e ciúmes, quebra sem querer a estátua de onde sai outro aparato, uma espécie de vibrador asteca. Enlouquecido ele morre e ressurge como Vibroboy com sua arma vibratória. A sessão passou do nítido desconforto da plateia em suas poltronas para risadas, porém ainda agonizante.
No lounge do CEN, o público comentava a sessão. Pedro Henrique, estudante de Análise de Sistemas, disse que o filme Vibroboy foi o que mais o agradou, devido ao ar undergound. Sobre o primeiro filme, o estudante comentou: “é envolvente, porém quando o ator começou a escutar vozes achei a narrativa desnecessária, pois já estava passando aquilo que a voz dizia”.
Já o Influenza foi engraçado e a montagem interessante, segundo o estudante. Bruna Dal Sasso, estudante, disse: “Quase vomitei. Todos os três filmes são agonizantes. Acho que foi por isso que reuniram todos na mesma sessão”. Alice Castil, estudante de Cinema viveu uma contradição: “ Eu queria sair do cinema e ao mesmo tempo saber como ia acabar”.
Os comentários foram contidos, pois já estava começando o Hora Extra, com Bruno Vianna, que demonstrou como funciona a interface onde ele decidi qual cena vai para tela grande. A edição é feita na hora, as cenas são representadas por pontos luminosos projetados da tela. Com os dedos, Vianna monta o filme e ainda é possível manipular o plano das sequências que serão usadas .
O público ficou curioso com a tecnologia levada por Vianna. Carla Silva, estudante, disse: “desperta o lado lúdico, só não sei se tanta tecnologia pega”. O diretor vai exibir o filme Ressaca amanhã, às 21 horas, na sala P.F. Gastal, com reprise sábado (24), às 17 horas, no Santander Cultural.
** Texto publicado nos sites: Universo IPA e CineEsquemaNovo
sábado, 24 de outubro de 2009
Zona Livre e Hora Extra
A mostra Cine en Construcion, de quinta-feira (22), no Santander Cultural, exibiu La sombra del Caminante de Ciro Guerra. Logo depois foi a vez do longa Praia do Futuro, uma produção coletiva.
La Sombra Del Caminante mostra a história de dois homens marcados pelo passado. Um deles é Mañe, que mora em um quarto de pensão dem Bogotá. Sem dinheiro, desemprego, aleijado e com traumas ele tenta arrumar um trabalho. Nas idas e vindas ao centro da cidade, ao ser atacado por um grupo de meninos, ele recebe ajuda. Quando acorda está em um barraco. Quem o ajudou foi um homem que também tem a vida marcada por traumas. O homem carrega gente em uma cadeira adaptada nas suas costas por uma bagatela de 500 pesos. Os dois começam uma amizade rodeada de desconfiança. Um ajuda o outro. Mas, o mistério e as memórias do passado são mais fortes. No primeiro momento, o passado sofrido os une. No decorrer da trama, conforme vão se conhecendo, suas vidas se entrelaçam. O homem desconhecido que ajudou Mañe, na realidade, não era um total estranho.
Para a estudante Maria Laura, o filme passou o sentimento de muita gente que vive nas marge
ns da sociedade. “Escuro e trágico, muito bom”, completou a estudante.
O cenário é o mesmo, a Praia do Futuro, mas a visão é diferente. Vários diretores, sentimentos, lembranças de uma parte muito conhecida de Fortaleza. No total são 15 episódios que formam o filme. Em um bate-papo depois da exibição, os diretores Guto Parente e Fred Bevides apontaram alguns fatores da produção.
A ideia é de grupo multifacetado e por isso a percepção de unidade já nasce impossibilitada. “O filme sempre foi pensado no plural e errôneo. Foi um aprender a tolerar e aprender com as diferenças”, ressalta Fred Bevides. A produção interfere na cidade projetada e a urbanização faz parte disso. “Lá, ou você é muito rico ou muito pobre”, completa.
Guto Parente dirigiu e atuou no primeiro episódio, o qual retrata a ida de uma família à praia. A filha do casal brinca no banco de trás do carro até chegarem ao local. A expectativa é grande, ela quer muito chegar à Praia do Futuro. Enfim, quando lá chega, ela corre para brincar em uma piscina de um quiosque que fica na praia. O diretor fala que cresceu indo à praia com seu pai e que hoje o local é diferente: “existem essas barracas com piscina, para os pais é muito cômodo e para a menina ir à praia, é ir para piscina”. Guto afirmou que vários episódios têm uma questão de incômodo, que podem estar nas entrelinhas. “Essa é uma forma da praia que me incomoda, por exemplo”.
A mostra de longas metragens do festival tem seu último filme apresentado hoje, com reprise amanhã. O encerramento do CEN ocorre na Usina do Gasômetro, às 22 horas.
** Texto publicado nos sites: Universo IPA e CinEsquemaNovo
La Sombra Del Caminante mostra a história de dois homens marcados pelo passado. Um deles é Mañe, que mora em um quarto de pensão dem Bogotá. Sem dinheiro, desemprego, aleijado e com traumas ele tenta arrumar um trabalho. Nas idas e vindas ao centro da cidade, ao ser atacado por um grupo de meninos, ele recebe ajuda. Quando acorda está em um barraco. Quem o ajudou foi um homem que também tem a vida marcada por traumas. O homem carrega gente em uma cadeira adaptada nas suas costas por uma bagatela de 500 pesos. Os dois começam uma amizade rodeada de desconfiança. Um ajuda o outro. Mas, o mistério e as memórias do passado são mais fortes. No primeiro momento, o passado sofrido os une. No decorrer da trama, conforme vão se conhecendo, suas vidas se entrelaçam. O homem desconhecido que ajudou Mañe, na realidade, não era um total estranho.
Para a estudante Maria Laura, o filme passou o sentimento de muita gente que vive nas marge
ns da sociedade. “Escuro e trágico, muito bom”, completou a estudante.
O cenário é o mesmo, a Praia do Futuro, mas a visão é diferente. Vários diretores, sentimentos, lembranças de uma parte muito conhecida de Fortaleza. No total são 15 episódios que formam o filme. Em um bate-papo depois da exibição, os diretores Guto Parente e Fred Bevides apontaram alguns fatores da produção.
A ideia é de grupo multifacetado e por isso a percepção de unidade já nasce impossibilitada. “O filme sempre foi pensado no plural e errôneo. Foi um aprender a tolerar e aprender com as diferenças”, ressalta Fred Bevides. A produção interfere na cidade projetada e a urbanização faz parte disso. “Lá, ou você é muito rico ou muito pobre”, completa.
Guto Parente dirigiu e atuou no primeiro episódio, o qual retrata a ida de uma família à praia. A filha do casal brinca no banco de trás do carro até chegarem ao local. A expectativa é grande, ela quer muito chegar à Praia do Futuro. Enfim, quando lá chega, ela corre para brincar em uma piscina de um quiosque que fica na praia. O diretor fala que cresceu indo à praia com seu pai e que hoje o local é diferente: “existem essas barracas com piscina, para os pais é muito cômodo e para a menina ir à praia, é ir para piscina”. Guto afirmou que vários episódios têm uma questão de incômodo, que podem estar nas entrelinhas. “Essa é uma forma da praia que me incomoda, por exemplo”.
A mostra de longas metragens do festival tem seu último filme apresentado hoje, com reprise amanhã. O encerramento do CEN ocorre na Usina do Gasômetro, às 22 horas.
** Texto publicado nos sites: Universo IPA e CinEsquemaNovo
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Rock e Cinema Marginal na Usina do Gasômetro
A tarde de domingo foi do Cinema Marginal Brasileiro na Usina do Gasômetro. A sessão foi dedicada ao diretor Andrea Tonacci: o conteúdo vem da excelente Coleção Cinema Marginal Brasileiro, um novo projeto que vai lançar 12 DVDs com obras clássicas e muitos extras desta linguagem cinematográfica. Tonacci já teve seu longa “Serras da Desordem” exibido fora de competição em edições passadas do CEN, além de ter sido parte do júri oficial do festival.
A função começou com os extras: a palestra em vídeo de Ismail Xavier e o trailer de “Bang-Bang”, para depois coroar o público com os clássicos “Olho por Olho” e “Blablablá”. Após os filmes, a Hora Extra do CEN (momento entre as sessões para shows, performances e exposiçõies) contou com a música de Matheus Walter, que encheu de estilo a Usina do Gasômetro.
A palestra em vídeo de Ismael Xavier teve como tema o filme “Bang Bang” . O professor comenta que a obra de Tonacci trabalha a ruptura das convenções com os instrumentos tradicionais de um cineasta, como enquadramento, som e foco. O “dodumentário” é interessante pela tensão que guarda dentro dele: um momento característico é a cena do banheiro, onde o enquadramento mostra o espelho, a máquina, o macaco, mas não mostra a equipe deixando um ponto de interrogação. O trailer exibido só deixou um gostinho de quero mais, saciado com a exibição do curta “Blablablá” e de “Olho por Olho”, ambos com a direção de Andrea Tonacci.
Um programa de televisão e um governante dando explicações sobre o seu governo, mesclado com cenas de revolução e tudo que engloba o tema guerra e paz, é o que mostra o cultuado curta de Tonacci. O protagonista transforma as palavras em emoção, suor, tensão e exaltação. Passa um ar de vencedor para vencido. Tudo controlado pelo relógio, em uma luta vã para usar a mídia como substituta da realidade política de um país. Já “Olho por Olho” retrata o vazio que invade a vida de um grupo de amigos. A trama acontece quase toda dentro de um carro, com o rádio ligado, rodando por São Paulo à procura de algo para fazer. A relação com filmes como “Acossado” e “Os Cafajestes”, de Ruy Guerra (também já homenageado no CEN), contemporâneos da produção de Tonacci, é explícita. O carro anda para lugar nenhum. Uma amiga entra em cena e é ela quem busca alguma coisa. Ela atrai um homem, que serve de válvula de escape para os anseios dos jovens em fazer alguma coisa. Um filme altamente contemporâneo, urbano e ainda relevante, que termina com uma câmera reticente à procura de algo.
Depois da sessão, o público pôde conferir o show de Matheus Walter. A sonoridade meio retro de Walter, autor de diversas trilhas do CEN,deu o tom do final de tarde. O músico também está participando do festival como cineasta, com o filme “Tri Massa – Porto Alegre na Choque”.
O estudante de publicidade Eduardo Stelmack disse que o show “foi bacana, porque tem a ver com o ar alternativo do festival”. Sobre os filmes, ele comentou sobre o estranho prazer do ócio exibido por “Olho no Olho”.
A semana promete com a programação do festival. Só não esqueça de desligar o celular durante a sessão!
Manoela Rysdyk
**texto publicado no site do CEN
A tarde de domingo foi do Cinema Marginal Brasileiro na Usina do Gasômetro. A sessão foi dedicada ao diretor Andrea Tonacci: o conteúdo vem da excelente Coleção Cinema Marginal Brasileiro, um novo projeto que vai lançar 12 DVDs com obras clássicas e muitos extras desta linguagem cinematográfica. Tonacci já teve seu longa “Serras da Desordem” exibido fora de competição em edições passadas do CEN, além de ter sido parte do júri oficial do festival.
A função começou com os extras: a palestra em vídeo de Ismail Xavier e o trailer de “Bang-Bang”, para depois coroar o público com os clássicos “Olho por Olho” e “Blablablá”. Após os filmes, a Hora Extra do CEN (momento entre as sessões para shows, performances e exposiçõies) contou com a música de Matheus Walter, que encheu de estilo a Usina do Gasômetro.
A palestra em vídeo de Ismael Xavier teve como tema o filme “Bang Bang” . O professor comenta que a obra de Tonacci trabalha a ruptura das convenções com os instrumentos tradicionais de um cineasta, como enquadramento, som e foco. O “dodumentário” é interessante pela tensão que guarda dentro dele: um momento característico é a cena do banheiro, onde o enquadramento mostra o espelho, a máquina, o macaco, mas não mostra a equipe deixando um ponto de interrogação. O trailer exibido só deixou um gostinho de quero mais, saciado com a exibição do curta “Blablablá” e de “Olho por Olho”, ambos com a direção de Andrea Tonacci.
Um programa de televisão e um governante dando explicações sobre o seu governo, mesclado com cenas de revolução e tudo que engloba o tema guerra e paz, é o que mostra o cultuado curta de Tonacci. O protagonista transforma as palavras em emoção, suor, tensão e exaltação. Passa um ar de vencedor para vencido. Tudo controlado pelo relógio, em uma luta vã para usar a mídia como substituta da realidade política de um país. Já “Olho por Olho” retrata o vazio que invade a vida de um grupo de amigos. A trama acontece quase toda dentro de um carro, com o rádio ligado, rodando por São Paulo à procura de algo para fazer. A relação com filmes como “Acossado” e “Os Cafajestes”, de Ruy Guerra (também já homenageado no CEN), contemporâneos da produção de Tonacci, é explícita. O carro anda para lugar nenhum. Uma amiga entra em cena e é ela quem busca alguma coisa. Ela atrai um homem, que serve de válvula de escape para os anseios dos jovens em fazer alguma coisa. Um filme altamente contemporâneo, urbano e ainda relevante, que termina com uma câmera reticente à procura de algo.
Depois da sessão, o público pôde conferir o show de Matheus Walter. A sonoridade meio retro de Walter, autor de diversas trilhas do CEN,deu o tom do final de tarde. O músico também está participando do festival como cineasta, com o filme “Tri Massa – Porto Alegre na Choque”.
O estudante de publicidade Eduardo Stelmack disse que o show “foi bacana, porque tem a ver com o ar alternativo do festival”. Sobre os filmes, ele comentou sobre o estranho prazer do ócio exibido por “Olho no Olho”.
A semana promete com a programação do festival. Só não esqueça de desligar o celular durante a sessão!
Manoela Rysdyk
**texto publicado no site do CEN
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Museu da Língua Portuguesa

O museu da língua Portuguesa, em São Paulo é uma das atrações da cidade. Um lugar diferente, totalmente interativo que atrai muitos visitantes. O prédio da Estação da Luz que abriga o museu é um patrimônio histórico do Século XIX. Dividido em três andares, o museu conta a história e o desenvolvimento da língua portuguesa. No andar térreo, acontecem as mostras itinerantes. No segundo, o audiovisual chama a atenção do público. E o terceiro, um cinema que mostra um filme com a história da língua e logo depois fala de poesia com muita originalidade.
A portuguesa Célia Maria Guerra, 36 anos veio a trabalho ao Brasil e visitou o museu. A interatividade e a tecnologia chamaram muita a atenção da turista, mas foi o terceiro andar o mais elogiado. Segundo Célia, o vídeo foi muito bem produzido e as poesias bem escolhidas. Ela ainda comentou que ter um museu como esse em Portugal seria uma boa e interessante idéia. “Fico contente que um museu da língua portuguesa tenha sido no Brasil, pois o país tem propriedade pra falar do assunto”, ressalta Guerra.
O segundo andar apresenta produções audiovisuais por toda sua extensão. Conta ainda com uma iluminação especial, com o beco das palavras e com uma linha do tempo. Fernanda Gomes, 27 anos diz que o andar é o que prende mais a atenção. “Os vídeos do segundo andar prendem a atenção, pois tem muita música e coisas atuais”, comenta Gomes.
O primeiro andar do prédio é onde acontecem as exposições itinerantes. A mostra da vez é “O francês no Brasil em todos os sentidos”, em comemoração ao ano da França do Brasil. Um passeio pelas palavras que mostra o francês inserido no português, em várias áreas, tais como: dança, gastronomia e moda (ver: http://www.prosafashion.blogspot.com/ ).
Quem estiver visitando Sampa, essa é a dica: Museu da língua portuguesa.
Museu daLíngua PortuguesaEstação da Luz
Praça da Luz, s/nºCentro - São Paulo - SP(11) 3326-0775
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Usina Urbana
Inaugurou dia 10 de Julho e fica aberta até domingo, dia 20 de Setembro. Trata-se de 20 artistas locais que fazem arte nas ruas de Porto Alegre e realizaram suas obras em estruturas dentro do gasômetro. A arte urbana desses artistas está exposta em enormes painéis criados pelo arquiteto Felipe Helfer, e estão localizados no mezanino da Usina. Essas estruturas serviram de suporte para a recente exposição “Usina do Gasômetro 80 anos”, que foi visitada por 160 mil pessoas. Agora as estruturas criam uma espécie de labirinto de arte com janelas que permitem uma conexão entre as obras, os desenhos vão dialogando e criando uma idéia de labirinto, que lembra as ruas e becos da cidade. É fantástico! Mais interessante do que isso são os desenhos. Os artistas utilizaram técnicas como pintura mural, grafite, stencil e colagem. Toda a forma de expressão foi válida na construção dessas obras, o resultado é fabuloso. Conversamos com um dos artistas Erick Citron, que em sua obra trabalhou o super realismo, dentro da linguagem da arte urbana.
De onde surgiu à idéia dessa exposição e porque? A idéia surgiu com o Leopoldo Kunrath grafiteiro, que escreveu o projeto e apresentou ao Caco diretor da Usina, que aprovou a idéia.A intenção era aproveitar a mesma estrutura da exposição dos 80 anos do gasômetro,trazendo a arte das ruas de Porto Alegre para dentro da usina, que é um dos principais pontos turísticos da cidade.
Como surgiu o convite para ti participar? Fui convidado pelo Leopoldo Kunrath, ele conhece meu trabalho a algum tempo e convidou os artistas que atuam na cena do grafite de Porto Alegre.
Teu desenho teve inspiração em algo? Sempre tive gosto por desenhos mais reais. Atualmente venho trabalhando em cima de referências fotográficas, busquei inspiração no rosto de crianças trabalhando os contrastes das expressões. Fazendo um personagem sorrindo e o outro mais sério, também trabalhei o cenário de fundo retratando o contraste social.
Quanto tempo de trabalho? Os artistas tiveram um prazo de 10 dias para realizar as pinturas, fiz a minha parte durante este prazo indo todos os dias depois do expediente de trabalho, ficando até altas horas.
Vocês têm algum projeto futuro relacionado com o Grafitte? No momento não, mas seria legal aproveitar esta fase em que a mídia anda divulgando os nossos trabalhos e encaminhar novos projetos.
O que tu acha que a arte de rua representa para a cidade? Representa mudança em uma cidade de costume conservador, com uma arte efêmera.








De onde surgiu à idéia dessa exposição e porque? A idéia surgiu com o Leopoldo Kunrath grafiteiro, que escreveu o projeto e apresentou ao Caco diretor da Usina, que aprovou a idéia.A intenção era aproveitar a mesma estrutura da exposição dos 80 anos do gasômetro,trazendo a arte das ruas de Porto Alegre para dentro da usina, que é um dos principais pontos turísticos da cidade.
Como surgiu o convite para ti participar? Fui convidado pelo Leopoldo Kunrath, ele conhece meu trabalho a algum tempo e convidou os artistas que atuam na cena do grafite de Porto Alegre.
Teu desenho teve inspiração em algo? Sempre tive gosto por desenhos mais reais. Atualmente venho trabalhando em cima de referências fotográficas, busquei inspiração no rosto de crianças trabalhando os contrastes das expressões. Fazendo um personagem sorrindo e o outro mais sério, também trabalhei o cenário de fundo retratando o contraste social.
Quanto tempo de trabalho? Os artistas tiveram um prazo de 10 dias para realizar as pinturas, fiz a minha parte durante este prazo indo todos os dias depois do expediente de trabalho, ficando até altas horas.
Vocês têm algum projeto futuro relacionado com o Grafitte? No momento não, mas seria legal aproveitar esta fase em que a mídia anda divulgando os nossos trabalhos e encaminhar novos projetos.
O que tu acha que a arte de rua representa para a cidade? Representa mudança em uma cidade de costume conservador, com uma arte efêmera.

Durante todo o tempo de permanência da exposição aconteceram atividades como apresentações musicais, oficinas de grafite, toys de pano, fanzine e stencil, todas com os artistas expositores.
Agora a mostra está chegando ao fim, e para encerrar com chave de ouro, no dia 20 de Setembro uma cerimônia de encerramento reunirá os artistas que fizeram parte deste projeto.
Portanto, ainda dá tempo de conferir a arte das ruas de Poá expostas no mezanino da Usina.
Serviço:
Até dia 20/ 09/2009 a exposição estará aberta ao público com entrada franca.Das 9h às 21h no mezanino da Usina do Gasômetro.
Dia 20/ 09/ 2009 acontece o encerramento da Usina Urbana
Hora: das 18h às 22h
Programação:
- Música: DJ Anderson, Lucio Ka-hara e Débora Blank.
Agora a mostra está chegando ao fim, e para encerrar com chave de ouro, no dia 20 de Setembro uma cerimônia de encerramento reunirá os artistas que fizeram parte deste projeto.
Portanto, ainda dá tempo de conferir a arte das ruas de Poá expostas no mezanino da Usina.
Serviço:
Até dia 20/ 09/2009 a exposição estará aberta ao público com entrada franca.Das 9h às 21h no mezanino da Usina do Gasômetro.
Dia 20/ 09/ 2009 acontece o encerramento da Usina Urbana
Hora: das 18h às 22h
Programação:
- Música: DJ Anderson, Lucio Ka-hara e Débora Blank.
- Projeção dos vídeos “A rua e a chaminé” e “Usina Urbana SK8”, produzidos pela Zeppelin Filmes.
- Restinga Crew (street dance)
- Circo Petit Poa-RS
Monica Brum
Fotos: Manoela Rysdyk
Mais informações, fotos: http://usinaurbana.blogspot.com/
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Salão Mundial do Artesanato
Aconteceu!!!
Do dia 14 a 23 de agosto, tivemos no estacionamento externo do Bourbon Country, o Salão Mundial do Artesanato. É uma espécie de "feira dos países". O evento reuniu mais de 90 expositores de 23 países. Cada um com seus produtos característicos.
Índia, Líbano, Turquia, Paquistão, Tunísia, Portugal, África do Sul, Quênia, Peru, Japão e Indonésia fizeram parte da feira, além de nossos artistas brasileiros. O evento traz uma mistura de cores, produtos, cheiros, objetos, comidas... muita diversidade, um pouco de cada lugar.
A aposentada Heloisa Correa estava encantada com os produtos para enfeitar a casa. "Eu adorei essas máscaras do Quênia, levei três para colocar na sala e espantar os maus fluídos", conta. Ela conta que na primeira vez que foi a essa feira, no Cais do Porto ínicio desse ano , não conseguiu olhar todos os stands. "Na outra vez que vim, fiquei muito cansada, eram muitas bancas, nem consegui ver tudo, dessa vez esta bem melhor", relata Heloísa.
Apesar do frio, e do receio pelos lugares de movimento, o evento foi bem procurado até o último dia. Para a estudante Juliana Rodrigues, a feira só deixou a desejar na questão da alimentação. "Não gostei muito das comidinhas, experimentei um doce árabe e só", comenta. Mas no que se trata de produtos, Juliana conseguiu adquirir vários. "Comprei lenços e pulseiras da Índia, máscaras da Indonésia, pratas de Bali, um lustre para minha mãe da Turquia, Meu Deus comprei muita coisa..." conta a estudante.
O Salão Mundial do Artesanato terminou no último domingo, mas vale ficar ligado pois essa exposição aconteceu pela segunda vez esse ano, e pode acontecer pela terceira. E é sempre uma delícia conhecer pessoas de lugares diferentes, ouvir outras línguas, ver produtos que não temos a venda por aqui, e principalmente aprender com as outras culturas.

Do dia 14 a 23 de agosto, tivemos no estacionamento externo do Bourbon Country, o Salão Mundial do Artesanato. É uma espécie de "feira dos países". O evento reuniu mais de 90 expositores de 23 países. Cada um com seus produtos característicos.
Índia, Líbano, Turquia, Paquistão, Tunísia, Portugal, África do Sul, Quênia, Peru, Japão e Indonésia fizeram parte da feira, além de nossos artistas brasileiros. O evento traz uma mistura de cores, produtos, cheiros, objetos, comidas... muita diversidade, um pouco de cada lugar.
A aposentada Heloisa Correa estava encantada com os produtos para enfeitar a casa. "Eu adorei essas máscaras do Quênia, levei três para colocar na sala e espantar os maus fluídos", conta. Ela conta que na primeira vez que foi a essa feira, no Cais do Porto ínicio desse ano , não conseguiu olhar todos os stands. "Na outra vez que vim, fiquei muito cansada, eram muitas bancas, nem consegui ver tudo, dessa vez esta bem melhor", relata Heloísa.
Apesar do frio, e do receio pelos lugares de movimento, o evento foi bem procurado até o último dia. Para a estudante Juliana Rodrigues, a feira só deixou a desejar na questão da alimentação. "Não gostei muito das comidinhas, experimentei um doce árabe e só", comenta. Mas no que se trata de produtos, Juliana conseguiu adquirir vários. "Comprei lenços e pulseiras da Índia, máscaras da Indonésia, pratas de Bali, um lustre para minha mãe da Turquia, Meu Deus comprei muita coisa..." conta a estudante.
O Salão Mundial do Artesanato terminou no último domingo, mas vale ficar ligado pois essa exposição aconteceu pela segunda vez esse ano, e pode acontecer pela terceira. E é sempre uma delícia conhecer pessoas de lugares diferentes, ouvir outras línguas, ver produtos que não temos a venda por aqui, e principalmente aprender com as outras culturas.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Centro de Poa - PARTE II

Andar no centro da cidade é sempre uma incógnita. Com tanta gente circulando é o lugar propício para muita coisa acontecer. Pessoas apressadas, correndo, com fone de ouvido, sacolas de compras, mercado público, artistas de rua, manifestações, pesquisa de opinião, enfim, centro da cidade. Começamos nossa busca por retratos para um blog de moda no Mercado Público, quando percebemos estávamos na esquina democrática onde acontecia a Consulta Popular, uma pesquisa com a população para saber o que deve melhorar no Estado. Policiamento reforçado, o prefeito José Fogaça acompanhando tudo. Um burburinho começa e vai aumentando, “pega, pega que é ladrão”, junto com uma movimentação estranha até mesmo para o centro da cidade. Eis que o barulhinho se transforma em gritos e correria. O GOE que também estava presente, ágil e rápido, logo prendeu o tal que corria loucamente pelas ruas. O povo que, diga-se de passagem, no centro da cidade é bem mais caloroso e participante do que em outros lugares, se dividia e gritava palavras de ordem, aplausos e tinham até os que suspeitavam de certa fraude em relação à prisão. Alguém gritou: “O povo unido é isso aí, temos que nos unir, pois somos vitimas”. Outro transeunte expressou, “Me deixa aplaudir, isso é exemplo de como é importante a polícia no centro”.
A insegurança também está presente na parte central da cidade. Uma cena corriqueira é ver mulheres em passos rápidos segurando a sua bolsa com toda força embaixo do braço. Nem sempre, o GOE está ali, aposto para nos ajudar. Ricardo Pettenon da Rosa, 39 anos, diz que na parte central como a esquina democrática a polícia está reforçada. Mas, subindo um pouco a rua, próximo a Santa Casa a coisa muda de figura. “Naquelas pracinhas o pessoal do crack ataca os pedestres, geralmente idosos e idosas”, afirma Rosa, que completa dizendo que se sente seguro, pois está sempre “antenado”.
Estar atento onde anda, ao horário, são cuidados que precisamos ter nos dias de hoje, ainda mais no centro da cidade, onde ocorre uma mistura de classes sociais, de comportamentos. Muitas vezes saímos de casa sem saber o que nos espera, como hoje por exemplo. Nunca se espera encontrar um homem com revólver correndo, mas infelizmente isso pode acontecer.
No fim, passado o susto e adrenalina, fica a lição que tomar cuidado e estar atento nunca é demais, e que o povo unido tem mais chances de vencer a criminalidade.

Monica Brum e Manoela Rysdyk
Fotos: Manoela Rysdyk
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"O francês no Brasil em todos os sentidos"

